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  •  09/11/2010POESIA: No Tempo do tempo do tempo...

    No tempo do tempo do tempo...

    Glória Salgado
    15\08\1916 – 24\11\1980
    Houve um tempo
    em que ouvia
    Ave Maria.
     
    Minha mãe ao piano
    seus dedos leves
    de fada
    percorriam teclas
    como quem percorre caminhos
    - Naquele tempo eu era feliz
    pois tinha dentro de casa
    a melhor orquestra do mundo
     
    Hoje
    ao som de um toca-discos
    ouço a mesma canção
    que me parece estranha
    sem graça
    sem ritmo.
    Não ouço mais...
    Não mais permito que desentoem
    meus sentimentos de criança!
     
    Rogério Salgado
     
     
    30 anos de encantamento da pianista Glória Salgado,
    mãe do poeta Rogério Salgado.

  •  13/10/2010POEMA: Tigela de Madeira


    Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
    A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão velha do avô atrapalhavam na hora de comer.
    Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão.
    Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
    O filho e a nora irritavam-se com a bagunça.
    - “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
    - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão”.
    Então eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
    Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
    Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
    Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrima em seus olhos.
    Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
    O menino de 4 anos assistia tudo em silêncio.
    Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
    Ele perguntou delicadamente à criança:
    - “O que você está fazendo?”
    O menino respondeu docemente:
    - “Oh, eu estou fazendo uma tigela para você e a mamãe comerem quando eu crescer.”
    O garoto de quatro anos sorriu e voltou ao trabalho.”
    Aquelas palavras tiveram impacto tão grande nos pais e eles ficaram mudos.
    Então lágrimas começaram a escorrer em seus olhos.
    Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
    Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
    Dali para frente até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
    E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
    * De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça, a vida continua e amanhã será melhor.
    * Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal embaraçaram.
    * Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que você tenha com seus pais, você sentirá falta quando eles partirem.
    * Aprendi que “saber ganhar” a vida não é a mesma coisa de “saber viver”
    * Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
    * Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
    * Aprendi que sae você procurar a felicidade vai se iludir.
    * Mas, se focalizar atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
    * Aprendi que sempre q decido algo com coração aberto, geralmente acerto.
    * Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para os outros.
    * Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
    * As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um abraço afetuoso.
    * ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
    * Aprendi que tenho muito que aprender!

    As pessoas se esquecerão do que você disse...
    Esquecerão o que você fez...
    Mas nunca esquecerão de como você as tratou.



  •  13/10/2010POEMA: Tênis x Frescobol


    Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos; há casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

    Explico-me.Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade de casamento cada um deveria-se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com essa pessoa até a velhice?”.  Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar”.

    Xrazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como o filme “O Império dos Sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava  uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma de eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.Há os carinhos que se fazem com o corpo.E há os carinhos que se fazem com as palavras.E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo “eu te amo, eu te amo” Barthes advertia: “ Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada”. É na conversa que nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.Recordo a sabedoria de Adélia prado “Erótica é a alma”.

    O tênis é um jogo feroz.O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu  adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza do outro.

    O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos.

    A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

    Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros Cadernos, é sobre este jogo de tênis:

    “ Cena: o marido, a mulher e a galera. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destroi todos os propósitos do caro esposo.Desta forma, marca constantemente a sua superioridade.O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso:’Não se faça mas estúpido do que é meu amigo’. A galera torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando:‘Tens razão, minha querida’.A situação está salva e o ódio vai aumentando.”

    Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo como bolha de sabão .... O que se busca é ter razão e o que se ganha é distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

    - Já no frescobol é diferente: “ O sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre os espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem.E se deseja então o que o outro viva sempre,eternamente,para que o jogo nunca tenha fim...

  •  13/10/2010POEMA: Prece Para Meditação



    Pai nosso, que estais no céu.
    Perdoai aqueles que não confiaram em nós...
    Perdoai aqueles que nos fazem iniciar mais cedo o nosso trabalho,
    fazendo-o brilhar muito mais...
    E aqueles que duvidam de nós, avivando nossa inteligência,
    para melhorar ainda mais o nosso trabalho, com maior atenção e competência...
    E aqueles que não dizem nossas virtudes, mas aos berros gritam nossas falhas,
    não permitindo que nos tornemos fracos e incompetentes...
    E aqueles que quiseram arrebatar o nosso lugar, o meu trabalho, forçando-nos
    a nos desdobrar, a ser humano igual a nós...
    E que tanto provoca em nós o desejo de superarmos a nós mesmos...
    E que por falta de créditos, converte-nos num fator de progresso cultural, e impele-nos
    a lutar ainda mais pela prosperidade do nosso espetáculo
    Perdoai aqueles que não confiaram em nós..,
    Nós os saudamos, desejando que Nosso Senhor lhes proporcione vida longa..
    Para que possam assistir de camarote à nosso vitória.




    Errar é humano.
    Persistir no erro é burrice.
    Tentar corrigir é nobre.
    Acertar é DIVINO.


  •  13/10/2010POESIA: O Ódio



    O ódio é mais genuíno e generoso que o amor. E dá mais frutos. Odiar é exercer plenamente nossas potencialidades, amar é expor ao ridículo nossa fraqueza. Odiar é um gesto vasto, amplo e fecundo. O amor é estéril e esbarra em mil limites, um dos quais é sua condição falsa e, portanto, sem fôlego. Você sente uma perturbação engraçada, vai na pessoa e diz: eu te amo. Sabe o que acontece? Ela te fode meu chapa, e o prazer que ela sente nisso reflete o que há de mais essencial naquele coração. Mas se você diz “eu te odeio”, o resultado é imediato, a coisa frutifica, quer a pessoa te ame ou te odeie também. A relação se estabelece, o ódio é sempre correspondido. – Ódio e Amor ...As duas coisas frutificam. O ódio é apenas um caminho mais rápido... eu pasmo no atalho de seus princípios. Ou melhor: eu sei que você não é assim, como diz, nem eu sou como pareço.

    Paulo França

  •  13/10/2010POEMA: O Negócio é Amar



    Tem gente que ama e vive brigando
    E depois que briga acaba voltando
    Tem, gente que canta, porque está amando
    Quem não tem amor, leva a vida esperando
    Uns amam pra frente e nunca se esquece,
    Mas são tão pouquinhos
    Que nem aparece

    Tem uns que são fracos que dão
    Pra beber, outros fazem samba
    E adoram sofrer
    Tem apaixonado que faz serenata
    Tem amor de raça e amor vira lata
    Amor com champanhe, amor com cachaça
    Amor nos Iates, nos bancos de praça

    Tem homem que briga pela bem amada
    Tem mulher maluca que atura porrada
    Tem quem ama tanto que até enlouquece
    Tem que dê a vida por quem não merece,
    Amores à vista, amores à prazo

    Amor ciumento que só cria caso
    Tem gente que jura que não volta
    Mais, mas jura sabendo que não é capaz

    Tem gente que escreve até poesia
    E rima a saudade com hipocrisia
    Tem assunto a bessa pra gente falar
    Mas não interessa o negócio é amar
    Mas não interessa o negócio,
    (Que se também não for assim ta duro né?)
    É amar

    Dolores Duran

  •  13/10/2010POEMA: O Circo


    O Circo


    Vai, vai,vai começar  a brincadeira
    Tem charanga tocando a noite inteira
    Vem, vem, vem ver o circo de verdade
    Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

    Corre, corre, minha gente
    Que é preciso ser esperto
    Quem quiser que vá na frente
    Vê melhor, quem vê de perto
    Mas no meio da folia
    Noite alta, céu aberto
    Sopra um vento que protesta
    Cai no teto rompe a lona
    Pra que a lua de carona
    Também possa ver a festa

    Vai, vai, vai começar a brincadeira
    Tem charanga tocando a noite inteira
    Vem, vem , vem  ver o circo de verdade
    Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

    Bem me lembro o trapezista
    Que mortal era seu salto
    Balançando lá no alto
    Parecia de brinquedo
    Mas fazia tanto medo
    Que o Zezinho do trombone
    De renome consagrado
    Esquecia o próprio nome
    E abraçava o microfone
    Pra tocar o seu dobrado

    Vai, vai, vai começar a brincadeira
    Tem charanga tocando a noite inteira
    Vem,vem, vem ver o circo de verdade
    Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

    Faço versos pro palhaço
    Que na vida já foi tudo
    Foi soldado , carpinteiro
    Seresteiro, vagabundo
    Sem juiz e sem juízo

    Fez feliz  a todo mundo
    Mas no fundo não sabia
    Que em seu rosto coloria
    Todo o encanto do sorriso
    Que seu povo não sorria

    Vai, vai, vai começar a brincadeira
    Tem charanga tocando a noite inteira
    Vem,vem,vem ver  circo de verdade
    Tem, tem , tem picadeiro e qualidade

    De chicote e cara feia
    Domador fica mais forte
    Meia volta, volta e meia
    Meia vida, meia morte
    Terminando o seu batente
    De repente a fera some
    Domador que era valente
    Noutras feras se consome
    Seu amor indiferente
    Sua vida e sua fome

    Vai,vai,vai começar a brincadeira
    Tem  charanga tocando a noite inteira
    Vem, vem, vem ver o circo de verdade
    Tem,tem,tem picadeiro e qualidade

    Fala o fole da sanfona
    Fala a flauta pequenina
    Que o melhor vai vir agora
    Que desponta a bailarina
    Que seu corpo é de senhora
    Que seu rosto é de menina
    Quem chorava já não chora
    Quem cantava desafina
    Porque a dança só termina
    Quando a noite for embora

    Vai, Vai, Vai terminar a brincadeira
    Que a charanga tocou a noite inteira
    Morre o circo, renasce na lembrança
    Foi-se embora e eu ainda era criança

    Sidney Miller

  •  13/10/2010POESIA: Mensagem de Amor


    “ O Amor tem cumplicidade com a trama do desejo, se pega a gente do jeito, fica a vontade e faz seu cortejo....
    Amor brinca de saudade, nos olhos de quem não vejo.
    O corpo não tem sossego, felicidade até sente medo”

  •  13/10/2010POEMA: Manual de Sobrevivência

    Manual da Sobrevivência  - Willian Shakespeare

    Depois de algum tempo você descobre a diferença a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma,
    E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
    E começa a aprender que beijos não são contratos nem promessas.
    E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança
    E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanha é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo
    E aprende que não importa o quanto você se importa algumas pessoas simplesmente não se importam...
    E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
    Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
    Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependera pelo resto da vida.Aprende que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancias.
    E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
    E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
    Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa...
    Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que a vejamos.Aprende que as circunstancias e os ambientes têm influencias sobre nos, mas nos somos responsáveis por nos mesmos.
    Começa a aprender que não se pode comparar com os outros, mais com o melhor que pode ser.    Descobre que se leva muito tempo para se tornar à pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto.Aprende que não importa aonde já chegou, mas aonde esta indo, mas, se você não sabe para onde esta indo, qualquer lugar serve.Aprende que, ou você controla os seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.Aprende que paciência requer muita pratica.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, e uma das poucas que o ajuda a levantar-se.Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou.
    Aprende que a mais dos seus pais em você do que você supunha.Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.Aprende que quando se esta com raiva tem todo o direito de estar com raiva, mas isso não te da o direito de ser cruel.Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
    Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
    Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para que você o conserte.Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
    Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar.
    Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe...
    Mesmo depois de pensar que não se pode mais.E que realmente a vida tem valor e você tem valor diante da vida


  •  13/10/2010POESIA: Hino Nacional


    Quando ouço o Hino Nacional
    Sinto meu Ser todo satisfeito
    Não me lembro da guerra nem do mal
    Só lembro do Brasil o meu eleito

    Não ouço o despertar do clarim
    Não ouço o marchar do soldado
    Espero que um dia seja assim
    O mundo todo aliado

    E quando a terra tiver um amplexo
    Da Paz que aqui vira residir
    Será do meu Brasil o reflexo
    Ele é um exemplo, não há de mentir

    Quando ouço o Hino Nacional
    Sinto até a terra palpitar
    Espero o dia sem igual
    O dia em que o mundo se amar

    Ao ouvir-te, volto aos tempos de criança
    Sinto em Minha’alma alegria incontida
    Me trazes saudade de paz e bonança
    Me deixa a alma adormecida

    Hino bravio e verdadeiro
    Manto pacífico do mundo inteiro
    Cantei te na escola e na mocidade...
    Na velhice e se puder na eternidade




    Maria de Lourdes Carvalho

  •  13/10/2010POESIA: Gosto de Ti



    “ Gosto de ti....
    ... Não pelo que tu és, mas pelo que sou quando estou contigo.
    ...Não só pelo que fizeste de ti, mas pelo que estás fazendo de mim.
    ... Pela parte de mim, que estás fazendo nascer.
    ... Porque fizeste mais do que qualquer crença poderia ser feito para me fazer feliz.

    Fizeste tudo isso sem uma palavra, sem um gesto sem um olhar, tudo conseguiste somente sendo o que tu és”

    Ter amizade é ter coração que ama, compreende e perdoa nas horas mais amargas da vida.

  •  13/10/2010POESIA: Como ciumento sofro quatro vezes: Por quê?



    Porque sou ciumento
    Porque me reprovo de sê-lo
    Porque temo q meu ciúme machuque o outro
    Porque me deixo dominar por uma banalidade

    Sofro por ser excluído
    Sofro por ser agressivo
    Sofro por ser louco

    BARTHOS, Roland

    Fragmentos de um discurso amoroso

    Rio de Janeiro,k Editora Francisco Alves, 1988, p 47

  •  13/10/2010POESIA: Estou lhe Devendo um Sorriso



    Preciso me esconder do mundo
    Eu sinto que por dentro estou morrendo
    Depois de tanta coisa
    Que passou, meu coração
    Eu acho que estou enlouquecendo
    Quero ficar comigo mesmo, por favor
    Comigo mesmo conversar

    Chorar, desabafar
    Pra ver se a minha cabeça
    Encontra seu lugar

    Estou lhe devendo um sorriso meu amor
    Que há muitos dias não consigo dar
    Porque não quero dividir
    Meu sofrimento com você
    Prefiro viver sozinha
    Pra não ver você chorar

    Eu vou lutar contra a tristeza
    E vou ganhar
    Depois eu deixo o meu corpo cansado
    Pra você ninar

    Serafim Adriano

  •  13/10/2010POEMA: Desiderata


        Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem humilhar-se viva em harmonia com todos os que o cercam. Fale a sua verdade mansa e claramente e ouças as dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes. Eles também têm sua própria história. Evite as pessoas agressivas e transtornadas elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
        “Você é o filho do universo
        Irmão das estrelas e árvores
        Você merece estar aqui
        E mesmo se você não pode receber a terra
        E o universo vão cumprindo o seu destino.”

        Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha se interessado em seu trabalho, ainda que humilde. Ele é o que de real existe ao longo de todo tempo. Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcias, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmos, seja você mesmo, mas principalmente não simule afeição, não seja descrente do amor, por que mesmo diante de tanta avidez e desencanto ele é tão perene quanto a relva. Aceita com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imagináveis, muitos temores nascem do cansaço e da solidão. E a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo.
        “Você é filho do Universo
        Irmão das estrelas e das árvores
        Você merece estar aqui e mesmo se você não pode perceber a terra e o universo não cumprindo seu destino”
        Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você conceba a quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada pela vida, mantenha-se me paz com sua própria alma. Acima da falsidade nos desencantos e agouras, o mundo ainda é bonito, seja prudente, faça tudo para ser feliz.
        “Você é filho do Universo
        Irmão das estrelas e das árvores
        Você merece estar aqui.”

  •  13/10/2010POEMA: Balada do Louco


    Dizem que sou louco
    Por pensar assim
    Se eu sou muito louco por eu ser feliz

    Mas louco é quem me diz que não é feliz
    Não é feliz

    Se eles são bonitos
    Sou Alan Delon
    Se eles são famosos, sou Napoleão

    Mas louco é quem me diz que não é feliz
    Não é feliz

    Eu juro que é melhor não ser o normal
    Se eu posso pensar que Deus sou eu


    Se eles têm três carros
    Eu posso voar
    Se eles rezam muito
    Eu já estou no céu

    Mas louco é quem me diz que não é feliz
    Não é feliz

    Eu juro que é melhor não ser o normal
    Se eu posso pensar que Deus sou eu
    Sim, sou muito louco, não vou me
    Curar, já não sou o único que
    Encontrou a paz

    Mas louco é quem me diz que não é feliz
    Eu sou feliz


    Rita Lee & Arnaldo Baptista

  •  13/10/2010POESIA: Ao Amor




    “Ao amor não se permitirá jamais frear o impulso colérico da vida. O amor não é prender-se (e só) em alguém, é um mútuo transviver. É talvez limitar-se no outro e transcender-se a si mesmo. O amor é um desacato, o motim. O crime perfeito. Um crime de fusão a dois – e consequentemente fuga – um terceiro ser. O feto criminoso. Ele é o filho da loucura, não conhece lugares e acontece sempre onde não podemos concebê-lo. Exercício lúdico de paroxismos, o amor tem fúrias imprevisíveis e reclama sua realização no ritmo atropelado das correntezas, prosseguindo sempre pela trilha errada, alcançando sempre o seu objetivo, surpreendente, louco, vivo. Carrega consigo as dores mais ácidas, o gozo mais pleno, o maior dos perigos, o prêmio maior. O beijo, a lágrima, a pior das sensações, o melhor motivo pra se viver. O amor é a coragem suprema de viver. Porque ele sufoca duas vidas até que elas se apaguem em favor de uma terceira. Alquimia. O amor é abusado. É o desafio, o blefe, o supremo erro de ser feliz. A mais terna agressão feita a quem se ama, a violência, granada na trincheira, polícia nos comícios, bandeiras nos estádios... é invadir tiranicamente uma pessoa e fazê-la sorrir, obrigá-la a ser feliz. É traição , um beijo na boca da vida... “
    “No amor reside o maior perigo revolucionário

    Paulo França

  •  13/10/2010POESIA: A Solidão



    “A solidão não é apenas um cárcere. É o pior deles. Ela faz do tempo e da vida um acumulado de nada. Você chora e ela se afasta um pouco, mas ela voltará, e você sabe disso com tanto medo que o desespero forma seu desespero forma seu reflexo nas paredes.  Você sabe que não se pode viver sozinho. Cada gesto seu comprova ainda mais sua angústia: o cigarro que você fuma sem perceber, ou que você fuma avidamente, como se ele fosse a sua namorada chegando; a música que você ouve impacientemente, o espelho onde seus olhos vão constantemente buscar sua cara muda, impregnada de angústia, transbordando vazios e amanhãs antigos. Você se assenta na cadeira da sala, depois se levanta, finge que é preciso tomar um banho... demora-se no banheiro porque sair dali é deparar-se novamente com a dor, o susto inextinguível. Sai para as ruas e busca (o quê, o quê?) um cachorro pra olhar você nos olhos. Não existe afeto nem recosto. E você então é a caricatura, sabe que se alguém lhe fizer um carinho, isso lhe parecerá um favor; as pessoas passam de carrossel pelo seu desejo. Sua vaidade se acaba, você apaga as luzes todas da casa e se deita olhando o teto – e a felicidade é um circo bestial, pessoas felizes são egoístas (seu antagonismo simétrico), o riso delas não vem para você, mas contra você, elas são más e detestáveis; vendo que é preciso braços para se apoiar, elas lhe cospem o veneno do isolamento... e ficam mais felizes. Negar alguém é ser forte, é crescer no juízo próprio. Você procura (olha, papai, o palhaço tá chorando!...) por todo tipo de pessoas e mistura-se a elas, fica entre elas como um elefante no passeio público, paquiderme estúpido, a ilha e o centro das atenções.”
        “A solidão estabelece hábitos e trejeitos, e é tão enganadora que se faz amiga; ela intensifica os momentos alegres (mera ansiedade) e tristes, cria paroxismos, sublinha o patético e ressalta a felicidade, mostrando-a a todo instante. Ajuda a rebuscar o mundo... ela nos aproxima de Deus (quase uma conseqüência de nos ter afastado dos homens)...”

    Paulo França

  •  13/10/2010POESIA: A criança que há em nós



        Agora que cresci e virei adulto, fico muito feliz porque posso fazer muitas coisas que eu não tinha escolha quando criança.
        Eu me dou permissão de andar descalço, brincar na chuva, ter opinião própria, ver TV à tarde, tomar sorvete lambuzando a “cara”, brincar na rua, não fazer dever de casa, ir à aula se quiser.
        Eu também osso chorar de raiva ou de alegria, escolher os amigos, vestir só o que eu quero,  ter bichinho de estimação, passear distraído na rua, bater o pé, bater a porta, ter a chave da casa, ir onde quiser sem dizer com quem ou a que horas vou chegar.
        Posso entender porque quase tudo que é bom é proibido. Não preciso calar a boca só porque me mandaram, posso ouvir conversas de adultos, mentir com cara de pau sem ficar vermelho, acreditar no que quiser sem medo.
        Também posso dormir até tarde, acordar sem despertador. Não fazer nada por obrigação, não ter de ouvir “Eu não disse?”. Se alguma coisa não deu certo.
        Posso cobrar promessas que me fizeram, falar de quem eu gosto, ter minha própria turma, não precisar ouvir palpites...
        Ah! Escolher meu próprio fim de semana, inventar um domingo, ficar sozinho no meu quarto, ter privacidade absoluta, deixar as coisas desarrumadas, roupa espalhada, guardar umas coisinhas sem que os outros falem que são inúteis...
        Não preciso comer jiló, beterraba e posso tirar nata de leite e mastigar fazendo barulho.
        Não importa se estou gordo ou magricelo, se tenho cara sardenta, ou se uso óculos, cortar o cabelo se quiser. Falar “muito prazer”, só se for prazer mesmo!
        Posso conversar horas com o travesseiro, ou falar ao telefone com quem eu mais gosto.... Sem ninguém me perturbar.
        Não sou obrigado a tomar banho, escovar os dentes e ter hora de dormir.... Posso chorar se tiver medo ou sentir dor...
        Descobrir que posso ir andando pela vida, descobrir o mundo, pelos próprios pés e não pela mão dos outros...
        Só segurando na mão da criança que há em mim...

    A. Vilas Boas



  •  13/10/2010POESIA: A Amizade



    É o mais nobre dos sentimentos
    E é sempre o mais humilde.
    Cresce à sombra do desinteresse,
    Nutre-se brindando-se e
    Floresce cada dia com a compreensão.
    Seu lugar está junto ao amor
    Porque ela é também amor, e
    Somente os honestos podem
    Ter amigos, porque à amizade,
    O mais leve dos cálculos a fere.
    Como é um bem reservado aos eleitos
    É o sentimento mais
    Incompreendido e o pior interpretado.
    Não admite sombras nem fingimento
    Rusticidades nem renúncias.
    Exige no entanto sacrifício e coragem,
    Compreensão e verdade
    VERDADE! Acima de todas as coisas.

                            H.E.RATTI.


  •  04/10/2010VINHETA: Plugue: Cliver & Janaina

    Clique e ouça vinheta e entrevista dos músicos.

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